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terça-feira, 10 de julho de 2012

Colaborador inovador

Pessoal,
Nesse domingo, no caderno Empregos da Folha de S. Paulo, sairam algumas matérias interessantes sobre inovações nas empresas a partir de sugestões dos colaboradores. Resolvi compartilhar os textos com vocês.

Empresas premiam funcionário inovador
Dinheiro e viagens são bem-vindos, mas ver a ideia concretizada também é recompensa para o profissional

Lucas Lima/Folhapress
Priscila Fins (à esq.), funcionária da Heineken, e Lígia Patrocínio, gerente de inovação da companhia
Priscila Fins (à esq.), funcionária da Heineken, e Lígia Patrocínio, gerente de inovação da companhia
LUCIANO FELTRIN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O coordenador de web e programador Thiago Assis, 28, venceu, no ano passado, um concurso realizado entre os funcionários pela VTEX, "start-up" (empresa iniciante de base tecnológica) que desenvolve plataformas para o comércio virtual.
Além de ganhar uma semana com tudo pago em Fernando de Noronha, Assis viu sua ideia sair do papel.
Para o concurso interno, ele desenvolveu um aplicativo chamado Hellobar, que avisa quais são as promoções oferecidas pelo site de vendas e, além disso, informa quanto falta gastar para que o comprador virtual ganhe o frete grátis. "Melhor do que ganhar a viagem foi ver a ideia implantada e saber que meu aplicativo está ajudando vários de nossos clientes a faturar mais."
A premiação de boas ideias é uma prática comum em companhias novas da área tecnológica. Porém, surpreende-se quem pensa que o melhor incentivo aos funcionários criativos seja dinheiro ou viagens. Muitas vezes, o principal estímulo é a chance de ver a ideia concretizada (veja ao lado outras maneiras de incentivar a inovação).
"É preciso construir um ambiente favorável e fazer com que os funcionários acreditem que suas sugestões possam ser colocadas em prática", diz Carlos Arruda, coordenador do núcleo de inovação da Fundação Dom Cabral.
Nem todos os empreendedores creem que o uso de prêmios em dinheiro seja o melhor incentivo.
Para alguns, a busca pela inovação deve ser um processo contínuo, o que é contraditório à natureza dos concursos -que são imediatos e têm datas para acontecer.
SEM BUROCRACIA
Outro modo de apoiar a inovação é derrubar barreiras e instâncias burocráticas que poderiam inibir o nascimento de boas ideias.
Essa foi a aposta da Alog, que também cria plataformas para e-commerce, com o projeto Eu na sua Área. Nele, os colaboradores dão sugestões que podem ser adotadas fora do seu setor. "Eliminamos o poder do crachá, que limitava as sugestões a profissionais de cada segmento", explica Keith Matsumoto, 32, coordenador de inteligência coletiva da empresa.
Já na 4BIO, de medicamentos, a criatividade surge com a criação de metas: a equipe de logística se propõe a fazer 15 inovações por semestre. Marcio de Luca, 33, chefe do time, foi autor de uma ideia que foi incorporada. Ele sugeriu o uso de chips para monitorar o recipiente onde são transportados os remédios. O objetivo é evitar que os produtos, caros e sensíveis a alterações de temperatura, percam a eficácia quando chegam ao consumidor final.

 
Concursos valorizam profissional
Na cervejaria Heineken, funcionária desenvolveu um barril que vai ser lançado no mercado
COLABORAÇÃO PARA FOLHA

O constante estímulo à inovação das "start-ups" vem contagiando empresas de setores tradicionais e se consolidando no país.
O Hospital 9 de Julho lançou, no mês passado, o concurso Ideias Brilhantes, que vai colocar em prática sugestões de funcionários para melhorar o atendimento e resolver problemas internos.
Até o fim do ano, quando será escolhida a melhor ideia, a entidade espera receber cem propostas e colocar em prática as melhores.
O vencedor ganhará um prêmio de R$ 6.000. "Os nossos colaboradores estão começando a perceber que têm um canal aberto para sugerir, pois são parte de um processo diário de inovação e conhecimento", diz Santino Orsi, gerente de recursos humanos do hospital.
Outra empresa que vem adotando concursos internos para incentivar os funcionários criativos é a Amadeus, multinacional europeia que desenvolve softwares para agências de turismo. A companhia, que também está presente no Brasil e em outros países da América Latina, organiza anualmente o Even Better (ainda melhor em inglês), concurso que oferece prêmios entre €2.000 (cerca de R$ 5.000) e €5.000 (cerca de R$ 12,5 mil) para as três ideias mais inovadoras entre funcionários latino-americanos.
A equipe comandada pelo gerente de produtos Milton Pinheiro, 37, ficou em primeiro lugar no ano passado com o Webinar, ferramenta virtual que oferece suporte a empresas que são clientes da Amadeus. "O concurso é uma excelente maneira de fazer com que a inovação seja incentivada de forma permanente na empresa", diz.
RECONHECIMENTO
A multinacional Heineken optou por premiar as boas ideias com o reconhecimento internacional do profissional criativo em lugar de dar prêmios em dinheiro. Em seu concurso anual, a fabricante de cerveja leva para a sua sede, em Amsterdã (Holanda), as dez melhores propostas apresentadas por seus funcionários em todo o mundo.
Neste ano, a sugestão da paulistana Priscila Fins, 21, funcionária da Heineken, está entre as três finalistas mundiais e deve virar produto: um barril que possibilita que a cerveja seja saboreada de várias formas -mais ou menos amarga.
"Esse programa mostrou que não existe idade ou hierarquia para contribuir com a inovação", conta.
Para Lígia Patrocínio, gerente de inovação da Heineken, ao contrário de uma premiação em dinheiro, esse reconhecimento valoriza a carreira do profissional a longo prazo. "É o tipo de experiência que abre portas para funcionários que estão começando a carreira."
ALTERNATIVAS
O profissional que trabalha em uma empresa que não promove concursos ou programas que incentivam a inovação pode usar ferramentas tradicionais, como a intranet, para dar sugestões. Para Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, não se deve ter medo de compartilhar ideias.
Em geral, essa prática é bem-vista pelos gestores.


Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/empregos/53272-empresas-premiam-funcionario-inovador.shtml e
 http://www1.folha.uol.com.br/fsp/empregos/53273-concursos-valorizam-profissional.shtml

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Um ótimo exemplo de comunidade de prática

Participei ontem, 19/6, da última reunião do 4o. Ciclo do Centro de Referência em Inovação da Fundação Dom Cabral. Trata-se de um grupo de empresas, coordenado pelo Núcleo de Inovação da FDC, que se reúne a cada dois meses para compartilhar conceitos e práticas de gestão da inovação.

É um ótimo exemplo de comunidade de prática, em que pessoas com atividades similares se reúnem, aprendem e fazem evoluir a sua prática (gestão da inovação, neste caso). Com uma complexidade a mais, neste caso: são pessoas de empresas distintas, de portes e setores diversos, com diferentes graus de maturidade em inovação. Em quatro anos, os participantes ampliaram sua compreensão do tema, evoluíram seus respectivos programas de inovação e até estabeleceram parcerias entre si.

Informações sobre o CRI, empresas participantes, programa de encontros e até materiais discutidos estão disponíveis em:
http://www.fdc.org.br/pt/pesquisa/inovacao/cri/nacional/Paginas/default.aspx